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IVAN SIMAS - VOCAL

Meu interesse pela música começou bastante cedo. Desde os tempos de moleque eu já ouvia LPs de bandas clássicas como Rush, Deep Purple, Genesis, Yes, Marillion e outros tantos, que meu pai colocava num volume ensurdecedor no som da sala. Eu vibrava com a energia daquelas músicas, mesmo sem ter qualquer senso crítico em relação a elas. Eu só sabia que me amarrava! Nessa mesma época eu também adorava ouvir minha avó, formada em piano clássico, tocar e ensinar para diversas crianças.

Cresci ouvindo de tudo, mas sempre me identifiquei fortemente com o Rock e praticamente todas as suas vertentes com exceção do Punk. Com o passar dos anos fui despertando um interesse cada vez maior pelo assunto e, aos 15 anos, em 1998, tive minha primeira banda, formada com amigos de escola. Fazíamos um Rock com influências dosadas de Hard Rock, Heavy, Progressivo e Rock brazuca. Eu era o baixista e na época todos éramos músicos bem crus. Porém, desde os primeiros momentos já fazíamos nossas músicas e assim evoluíamos juntos. As coisas começaram a ficar mais sérias quando participamos do festival Sprite Sounds e ficamos na quarta colocação. A partir daí gravamos um CD independente e começamos a fazer shows com mais freqüência. Estes aconteciam em casas noturnas, shoppings, encontros de moto e eventos universitários. O mais importante show de que participei foi o de abertura para o Capital Inicial em Teresópolis. Tudo ía razoavelmente bem, apesar das dificuldades comuns encontradas por qualquer banda independente. No entanto, problemas de relacionamento com alguns integrantes e divergências de idéias em relação ao andamento do trabalho começaram a se tornar cada vez mais constantes. No início de 2003, já bastante desgastado com o que estava acontecendo, optei por deixar a banda.

Durante este tempo, eu havia começado a cantar, mais precisamente em meados de 2000, totalmente motivado e influenciado por Bruce Dickinson. Após muitos gritos no meu quarto, eu percebi que poderia levar algum jeito pra coisa. Foi nessa ocasião que formei minha primeira banda de Heavy Metal, com integrantes da primeira banda somados a outros amigos em comum. Tocávamos Iron Maiden, Bruce Dickinson, Helloween, Metallica, além de composições próprias. Chegamos a fazer um show, mas a coisa não foi pra frente. Eu e outros integrantes, após descobrirmos o Prog Metal, queríamos levar a banda para esse lado. Houve um choque de idéias com os outros e a banda chegou ao fim.

Pouco tempo depois, por intermédio dos amigos Mauro e Vinicius, que haviam tocado comigo nessa banda, conheci o Marco Sevlar, guitarrista da banda de progmetal Tydra. Ele me chamou pra assistir alguns ensaios, e, de cara, gostei muito das composições. A banda acabou ficando sem vocalista e o próprio Marco me chamou para fazer um teste. O entrosamento foi total e acabei assumindo o posto.

Na Tydra só tinha (e tem) músicos feras, e julgo ter aprendido muito com eles. Mudei meu método de compor e passei a curtir e a ser fortemente influenciado por bandas como Symphony X, Fates Warning, Pain of Salvation, Dali´s Dilema e Enchant. Nessa mesma época, achei que já estava mais do que na hora de levar o vocal mais a sério. Precisava ter noção do que estava fazendo de certo e de errado, saber quais eram os meus limites, além de dominar melhor artifícios básicos e explorar outros mais ousados. Em 2001, por sugestão do Marco, comecei a ter aulas com o Riq Ferreira (na época, vocalista do Sigma 5). Estudei com ele pouco mais de um ano, e melhorei muito o meu vocal, que com certeza passou a ser executado de forma muito mais consciente.

As composições com a Tydra iam muito bem. Porém, depois que fizemos nosso primeiro show, acabamos perdendo quase que ao mesmo tempo dois de nossos integrantes, por problemas particulares e de relacionamento. A partir daí, foi uma via crucis para estabilizar uma nova formação. Foi um estressante entra e sai de integrantes que só viria a acabar no final do ano passado.

Já em 2003, estávamos fechando nossas composições, quando, com muita surpresa, por indicação do próprio Riq, recebi um convite do Sigma 5 para fazer um teste. Eu já acompanhava e admirava o trabalho da banda desde a época em que estava começando com as aulas de vocal. Eles, por sua vez, tinham uma leve noção de como era o meu vocal devido às participações que eu havia feito nas Sigma 5 Parties 1 e 2.

Tive duas semanas para aprender as músicas, e houve bastante dificuldade no início. O problema não era cantar em Português, mas sim me acostumar com o tom de certas músicas. Treinei firme e fiz dois ensaios. O entrosamento foi melhor do que eu esperava, e, com ambas as partes satisfeitas, acabei entrando na banda.

A Tydra continua a todo a vapor, já com novo vocalista, e estão na ativa. Foi sensacional fazer parte desta banda, onde evoluí muito e ganhei grandes amigos.

Sinto-me privilegiado por fazer parte do Sigma 5, uma banda formada por grandes pessoas e grandes músicos. Estou cheio de gás, e realmente empolgado com essa nova fase que tem tudo para dar bons resultados.

Agora mãos a obra!

 


 

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