Sigma 5
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a banda
mauricio coelho : guitarra

Comecei a tocar por volta dos 10 ou 11 anos. Na época, fui meio que forçado pelos meus pais. Forçado, não, mas não tinha muita certeza se eu queria. Passei a ter aulas particulares de violão com um professor muito louco (aliás, qual músico não é?), que andava com uma escala de violão na mochila, e ficava brincando com ela durante as viagens de ônibus entre uma aula e outra. Durou pouco tempo.

Aos 13, retomei os estudos, aí já por vontade própria, com o professor Evilásio, que deu aula prá metade do Rio de Janeiro. Foi um bom começo, onde me apresentei em público pela primeira vez, numa seresta que rolava na casa dele, em Quintino, subúrbio do Rio.

Depois teve o Geninho, e então cansei do chacundum no violão e comecei a estudar guitarra, inspirado principalmente pelo Dire Straits, Rush e pelo aparecimento do Steve Vai no filme Crossroads.

Aquilo mudou a minha concepção de música, e acho que de vida, também. Tinha por volta dos 15 anos, e minha guitarra (guitarra é força de expressão) era uma Tonante, que minha mãe havia comprado pro meu irmão André e a gente dividia. A primeira coisa que o professor disse foi que com aquilo não dava prá aprender nada... Comprei uma Ibanez Roadstar II, que fiz questão de dar de presente ao filho de um amigo, esperando que ele possa dar continuidade aos seus estudos, e que um dia possa fazer a mesma coisa por outra pessoa...

Vários professores se sucederam então (Toninho Galante, Flávio Goulart e outros que não lembro o nome), sempre na linha jazz. Nunca estudei rock, e sempre ouvi de tudo, sem preconceito: chorinho, samba, bossa-nova, MPB, jazz, fusion, blues, pop, rock, heavy, thrash, progressivo...

Minha primeiras bandas foram aos 15/16 anos. Acho que nem chegaram a ter nomes. Eram típicas bandas de colégio, e nenhum dos meus companheiros da época continua tocando hoje em dia. Pelo menos, não seriamente.

Aos 17, no ano em que fiz vestibular (pra Engenharia), toquei como nunca. Estudava guitarra 6 ou mais horas por dia, e foi o ano em que a música passou a ser uma real possibilidade na minha vida. Estudei também muita teoria musical.

No final do ano seguinte, formei um power trio de jazz/fusion/rock instrumental com 2 amigos, mas que durou pouco apesar de ter um trabalho bem legal. Nunca nos apresentamos, mas o baixista gravou um ensaio em fita K7, e levou prá casa. No caminho, parou na casa de um amigo, filho do Guarabyra (da dupla Sá & Guarabyra), e mostrou-lhe a fita. O pai também ouviu, e pediu para assistir a um ensaio. Foi, gostou, e chamou a gente prá fazer um show com ele.

A banda acabou, e eu fui tocar com Sá & Guarabyra. Nesta época, tive a oportunidade de gravar o disco "Vamos Por Aí", da dupla, e uma música com o Ivan Lins, para a novela Pantanal. Foi uma grande experiência, e toquei com um bando de feras: Armando Marçal, Cláudio Infante, etc.

Depois eu acabei saindo... Apesar da experiência sensacional, não era o que eu queria realmente. Eu estava buscando mais (na realidade, eu estava buscando o Sigma 5...). Fiquei sem tocar por um tempo, até que meu irmão André me chamou prá tocar na banda dele. Era uma banda de amigos do colégio, que tocava de tudo. A formação mudava quase todo mês, e não era nada sério.

Logo, o Jota C veio cantar com a gente, e as coisas foram ficando mais sérias. Eram os primórdios do Sigma 5, por volta de 1993, e a gente tocava Van Halen, Malmsteen, Whitesnake e Rush, além de algumas músicas próprias, na mesma linha. A formação era eu, André, Jota C, Rogério Coli (bateria) e Haníbal Lima (teclados).

O Haníbal saiu no início de 1994, pois queria fazer um trabalho mais pop, e no meio do mesmo ano, o Rogério foi estudar no PIT (Percussion Institute of Technology - Los Angeles).

Pensei que a banda ía acabar, mas achamos o João Saravia, quase que imediatamente. No primeiro ensaio, tocamos Dream Theater, Rush, Living Colour, sem nunca termos nos visto. Foi surpreendentemente bom. Alguém que gostava das mesmas coisas que nós e conseguia tocar o que a gente queria. Tocamos no FestValda deste mesmo ano, ainda sem tecladista.

O Luiz De Simone, pianista erudito, que nunca tinha encostado num teclado eletrônico, e que era amigo do João, foi praticamente obrigado a entrar prá banda, logo depois. Era o início de 1995, e da atual história do Sigma 5.

Nesta época, o produtor Anderson De Borba se junta à banda, e o trabalho toma uma conotação extremamente profissional.

Após 4 anos de luta, em 1999, muitos ensaios, shows, e muita ralação depois, a banda lança o CD iNitIUm, que era uma compilação das demos lançadas desde 1995, somada a novas gravações, e que foi um passo definitivo no trabalho da banda.

Neste mesmo ano, no início do segundo semestre, o Jota C deixa a banda, principalmente por não poder manter o nível de comprometimento necessário, e pelo desgaste dos anos de relacionamento.

Após um tempo de procura, a gente encontrou um baixinho enjoado, o Riq Ferreira. A voz, o carisma e a presença de palco dele se encaixaram como uma luva na banda, e o momento especial do trabalho culminou na gravação do Busca, um álbum muito especial pra todos nós, lançado em 2002.

Em setembro de 2003, após 4 anos com o Sigma 5, o Riq deixou a banda, por motivos pessoais, em busca de suas próprias realizações, e agora contamos com mais um grande vocalista na equipe: Ivan Simas, um jovem talento, com muita qualidade e criatividade para somar ao som do Sigma 5, e que nos deu um novo gás para retomar o trabalho e criar um novo álbum.

E o resto da história ainda está sendo escrito...



Os guitarristas que mais gosto são (sem ordem específica): Steve Vai, Joe Satriani, John Petrucci, Eddie Van Halen, Steve Morse, Yngwie Malmsteen, Eric Clapton, B.B. King, Mark Knopfler, Paco de Lucia, Al di Meola, Alan Holdsworth, Adrian Smith, Alex Lifeson e Frank Gambale, entre outros.



Meu equipamento atual é:
Guitarras:
- Ibanez RG7-620 (7 cordas)
- Jackson Dinky Custom (Di Marzio pickups)
- Condor FM450F (7 cordas)
- Fender Stratocaster American Standard
- Condor JC16 (semiacústica)

Violão:
- Epiphone EJ-200 - Steel String

Efeitos:
- Digitech GSP-2101
- Behringer V-Amp 2
- BBE 362 Sonic Maximizer
- Dunlop Wah-Wah Cry Baby

Amplificador:
- Mesa Boogie Fifty-Fifty

Caixa:
- Acoustic 1x15"
- Meteoro 4x12"

 


 

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